Estudantes organizam protesto contra as cotas na UFSC

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Press Release “Contra Cotas na UFSC

Nesta terça-feira, 09, às 18h00, ocorrerá uma passeata para criticar a reserva de cotas raciais e sociais na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A iniciativa parte de um grupo de estudantes secundaristas e universitários da própria UFSC. Eles consideram as cotas uma medida preconceituosa e que pode diminuir a qualidade do ensino na universidade.

De acordo com o vestibulando Gustavo Ramos, 18, “não existe critério objetivo para definir quem é negro”. Atualmente, o estudante que pretende concorrer entre os cotistas precisa se declarar como negro, do que segue um julgamento da Coperve, órgão responsável pelo vestibular, na UFSC.

Leandro Damasio, 22, afirma que a reserva de cotas torna confuso o sistema de mérito para ingresso na Universidade. Para ele, as universidades federais são centros de excelência em pesquisas, porque atraem os melhores alunos. “A competência deve ser o único critério, independente de cor, gênero ou renda”, defende.

Outra alegação dos estudantes é o fato das cotas punirem famílias de classe média. A aluna Beatriz Jorge de Souza, 15, reclama da possível injustiça no sistema de competição, questionado: “meus pais ralaram, deixaram de fazer outras coisas, para me dar estudos. Por que tenho menos direito?”

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Projeto de 50% tramita no Senado

A Câmara dos Deputados já aprovou um projeto de lei federal, que suplantará as decisões de cada Universidade, para instituir a reserva de 50% para cotas. Tramitando no Senado Federal, o projeto encontrou dissidências entre os congressistas. Paulo Renato (PSDB-SP) acredita que o critério de renda é mais objetivo. Mas Ideli Salvatti (PT-SC) defende a permanência do critério de raça. Mediador das negociações, o Ministro da Educação, Fernando Haddad (PT-SP) pretende chegar a um acordo de 25% para cada critério.


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2 Respostas

  1. Kali, obrigado pelo post.

    Aqui em SC, Ideli Salvati quer 50% de cotas para toda a rede federal de ensino superior. Acredita?

    Vamos juntos derrubar essa medida preconceituosa.

    Abraços

  2. OI Leandro.
    Manda noticias da manifestação que eu publicarei.

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