Estas Eleições Municipais vão ficar como um marco da primeira campanha política onde a internet realmente conta. Não só pela opinião dos pelo menos 50 milhões de internautas já existentes no Brasil. Mas também pela censura imposta aos veículos tradicionais por conta da autoritária Lei Eleitoral.
Hoje, é na rede que conseguimos acompanhar mais de perto o debate mais acalorado com troca de cotoveladas naturais num regime democrático durante uma disputa eleitoral. Na TV e até mesmo nos jornais, infelizmente, tudo é mais “limpinho” por conta das algemas da Lei Eleitoral. Que, para mim, volto a dizer, significa nada mais nada menos que uma clara censura à liberdade de expressão. Não encontrou outra palavra mais adequada para expressar a situação que cada jornalista vive nesta campanha.
Faço essa observação para notar que alguns candidatos começam a contra atacar na rede. O atual prefeito e candidato Gilbeto Kassab se transformou de um titubeante entrevistado a um sirigaita vendedor de si mesmo diante do microfone do CQC, por exemplo. E ainda está de manguinhas soltas na internet. Aqui neste video, por exemplo, postado em seu site, a equipe de Kassab grava e devolve via internet o making of de uma entrevista concedida pelo candidato a Felipe Andreolli.
Este contra-ataque dos políticos na internet é muito bem-vindo. É um sinal eloquente da vida cada vez mais em rede em que todos estamos. Além de criar uma situação muito mais democrática que a censura da Lei Eleitoral ou do “nada a declarar” de candidatos como Marta Suplicy.


Marcelo Tas, sempre preciso nos comentários.
Até comentei este post no blog dele a respeito de uma ligação que recebi da Sra. Marta Suplicy, na verdade uma gravação, em que ela pede para que eu vote nela e a ajude a ser prefeita da cidade novamente.
Os políticos estão cada vez mais criativos…
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Nossa, André… nem sei se pode isso… você sabe? Lembro que na de presidente o Lula ligava direto aqui em casa…. deve ter usado o dinheiro da CPMF pra pagar a conta….
Entretanto, tem gente que acha que as restrições da Lei Eleitoral não se trata de uma censura e defende mesmo essa tal proibição. Respeito essas opiniões, mas, não concordo. É uma censura sim que é imposta às emissoras de rádio e de TV. Como ouvinte e telespectador, é simplesmente PÍFIO a cobertura das eleições
Quem quer fosse o relator ou o autor dessa Lei em 1997 teve as melhores intenções de dar igualdade aos candidatos, que é discutível também, mas, pecou ao colocar esse AUTORITARISMO na Lei.