Gazeta do Povo
O Paraná tem 6.499 pessoas com mais de 60 anos de idade morando em asilos, agora chamados de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). Apenas 4 de cada 10 foram para lá por vontade própria e 87% só saem dali mortos. Grande parte (86%) recebe visitas, mas apenas 8% são reintegrados à família. A maioria tem esses lugares como último recurso para a doença e a solidão. Quase um terço buscou a instituição por estar mal de saúde, 25% por viver sozinho e 25% por estar só e doente. Dos internos, 43% vivem em regime semi-aberto, 30% em regime fechado e 27% em regime aberto.
Os dados integram uma pesquisa que o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) faz em todo o país. Parceiro do Ipea no Paraná, o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) entrevistou 432 idosos, 405 funcionários e 227 dirigentes de 229 ILPIs com cadastro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (outras 61 não puderam ser pesquisadas por razões diversas). A pedido da Secretaria de Estado do Trabalho, técnicos do Ipardes foram a campo durante um ano, de novembro de 2006 a novembro de 2007. Até então não se sabia quantas pessoas viviam em asilos, quantas dessas instituições existiam nem como elas funcionavam.
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É muito fácil ser criado ,sustentado e depois quando não se é útil abandonar a pessoa num asilo.É claro que existe exceções Mas acho uma coisa ingrata.