GENEBRA - Preso 345. Assim o sudanês Sami al-Hajj era identificado durante os seis anos em que esteve detido na prisão da base americana de Guantánamo, criada pelo governo dos EUA para deter suspeitos de vínculos com o terrorismo. Em 1º de maio, ele foi libertado do mesmo modo como havia sido detido: sem nenhuma condenação praticamente nenhuma explicação.
Em entrevista ao Estado, concedida ontem durante sua passagem por Genebra, Al-Hajj relatou que os EUA só não o soltaram antes porque ele recusou uma oferta da Casa Branca: a de transformar-se em agente secreto da CIA infiltrado na Al-Jazira, a rede de TV do Catar para a qual o sudanês trabalhava como jornalista antes de ser preso. “Fui tratado como um animal”, disse.
Jamil Chade, correspondente de ‘O Estado de S. Paulo’
Leia a reportagem completa na editoria de Internacional de ‘O Estado de S. Paulo’ desta quinta-feira, 26.


ai gente que absurdo!
se vc vai ao site da anistia internacional, vai ver varios videos de ex-presos de guantánamo falando COMO foram tratados em suas “estadias” na prisão americana…
o pior é que tem vários que, como esse jornalista, foram presos por mera desconfiança… daí já imaginou o que fizeram com o homem lá? até o mais puro admite ter pilotado o avião que se chocou nas torres gêmeas… e os interrogadores, certamente, acreditam.
É um absurdo mesmo.Desculpe minha ignorancia mas a ONU nao tem poder pra intervir nisso nao?
a ONU… Cristiano, é uma grande interrogação pra mim. Eles têm missões de paz, tratados sobre a paz, discursos sobre a paz… eles têm também idéias pra combater o terrorismo. Mas é uma instituição política, e acho difícil uma intervenção em território americano…