No momento em que se completam 40 anos do auge da censura aos meios de comunicação no Brasil, no período mais duro do regime militar, o Jornal da Tarde volta a ser amordaçado. Liminar concedida nesta terça-feira, 24, pelo juiz-substituto Ricardo Geraldo Resende Silveira, da 10ª Vara Federal Cível de São Paulo, proibiu a publicação de reportagem sobre supostas irregularidades cometidas pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) que estão sendo apuradas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A liminar foi entregue na redação do JT por Cláudia Costa, advogada do Cremesp. Sua autenticidade foi confirmada pela Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça.
Nas páginas do Estadão, a luta contra a censura
A decisão é absolutamente inconstitucional, pois a Constituição, no artigo 220, proíbe a censura e especialmente a censura prévia, afirma o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo.
O grande inimigo da imprensa hoje é o Poder Judiciário, que, em decisões de juízes despreparados e com vocação totalitária, cerceia a liberdade de expressão e os direitos estabelecidos.
Para a Federação Nacional dos Jornalistas, a atitude é antidemocrática e configura censura prévia.
Lutamos muito pelo fim da censura, mas infelizmente isso tem se tornado freqüente, disse o presidente da entidade, Sérgio Murillo de Andrade.
Leia reportagem completa na edição desta quarta-feira do Jornal da Tarde.


Roubado pela Telefonica
Há quase dois meses o porteiro do prédio me avisou que havia uma encomenda para mim. Fui ver e era uma caixa enviada pela Telefonica. Ela trazia o kit de instalação do Speedy. Nem a abri, pois não havia pedido nada. Assino outra banda larga e mais de uma vez disse ao telemarqueteiro da Telefonica que não estava interessado em Speedy algum. Deixei isso muito claro, aliás. Chequei para ver se haviam errado o destinatário. Mas junto com a caixa veio uma nota, em meu nome, com um valor de R$ 160, 96, que, constatei, seria acrescido na minha conta.
Obviamente fiquei irritado.Tinha sido enfático ao dizer que não queria o Speedy, mas mesmo assim alguém dessa empresa que é a líder de reclamações no Procon decidiu que eu receberia o Speedy e pegaria por ele.
Indignado, peguei o telefone e obviamente depois de perder um tempo precioso jogado de setor para setor, esclareci à atendente que havia recebido um aparelho por engano, que nunca o havia pedido. Perguntei-lhe várias vezes se nossa conversa estava sendo gravada e ela disse que sim.
Então, na ilusão de que algum diretor honesto e de bom senso da Telefonica estivesse ouvindo, novamente deixei bem claro que não queria tal aparelho e que o manteria na guarita do prédio até que alguém da Telefonica visse buscá-lo. Confesso que fui bastante repetitivo, pois algo me dizia que a atendente não estava interessada no meu problema e não via a hora de interromper a ligação.
Dias se passaram e o interfone tocou novamente. Era o porteiro avisando que ninguém da Telefonica tinha vindo buscar o aparelho. Irritado novamente, e agora também preocupado, liguei novamente para a Telefonica e preveni que eu não tinha a obrigação de ficar guardando um aparelho que não tinha pedido, que viessem busca-lo, por favor.
Como minha conta de telefone está no débito automático, e diante da grande má fé e do nenhum profissionalismo dessa multinacional espanhola, temi que esse valor fosse descontado da minha conta bancária apesar de meus insistentes protestos.
Sábado, dia 2 de julho, voltei de viagem e fui checar meus boletos e fichas de compensação. Lá estava, como “Outros Serviços”, o valor de R$ 160,96, divididos em três itens, incluindo a habilitação do Speedy e a primeira mensalidade dessa banda larga.
Ou seja: conseguiram o que queriam: tiraram meu dinheiro sem a minha permissão. Não há outra explicação para esta atitude da Telefonica a não ser roubo. Se “roubar”, segundo o velho Aurelião, é “apropriar-se fraudulentamente de”, não vejo outra definição para esta ação da Telefonica.
Infelizmente, para um cidadão brasileiro, esse tipo de coisa é comum. Somos roubados de todos os lados. Reclamar para a Telefonica é o mesmo que pedir o apoio do próprio ladrão. Resta o Procon, cujo telefone 151 não atende ou só dá ocupado.
Terei de ir a uma das lojas do Procon em São Paulo, levar documentação, ligar para o meu banco e tirar a conta telefônica do débito automático… Enfim, o trabalho para recuperar meu dinheiro é todo meu. A Telefonica pode se dar ao luxo de subtrair nosso dinheiro, usa-lo como bem entender e depois devolve-lo, ou não.
Descobri que só no ano passado a Telefonica provocou 4.405 reclamações no Procon e se mantém há anos na liderança das empresas que passam o consumidor brasileiro para trás.
Ou seja, é uma organização criminosa que atua no ramo da telefonia voltada a enganar e surrupiar os cidadãos brasileiros e, como era de se esperar, se mantém impune mesmo assim. É uma empresa, enfim, que faz os brasileiros se sentirem como realmente são: um povo roubado, desrespeitado, desprotegido.
Porém, como de tudo se tira algo bom, ao menos ficam algumas lições. Assim, eu aconselho a todos que lerem este e-mail a não colocarem a conta da Telefônica em débito automático e a ficarem muito espertos quando alguém da Telefonica ligar. Na verdade, aquela pessoa insistente, geralmente inculta e grossa do outro lado, só quer lhe roubar.
Odir Cunha
Carlos, realmente é complicado. Você já pensou em ir ao Juizado Especial pra tentar recuperar esse dinheiro?