Marcha da Maconha suspensa em São Paulo e no Rio

Saiu no Estadão:

Na quarta-feira, 30, o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo tinha negado o pedido de liminar do Ministério Público de São Paulo que pretendia proibir a realização da Marcha da Maconha. O promotor Marcelo Luiz Barone entrou na Justiça com ação cautelar para impedir o evento.

A Marcha da Maconha, prevista para acontecer a partir das 14 horas deste domingo, 4, foi proibida mais uma vez em São Paulo. A decisão foi tomada pelo desembargador Ricardo Tucunduva. O evento aconteceria no Parque do Ibirapuera, na zona sul. O evento, que aconteceria em oito capitais, também foi proibido no Rio de Janeiro e em Salvador. No Rio, o Tribunal de Justiça acolheu pedido do Ministério Público Estadual e cancelou no início da noite deste sábado a Marcha da Maconha. 

Não se trata de censura ao debate necessário sobre o melhor tratamento jurídico que se deva dar ao uso da maconha. O debate deve ser feito nos meios acadêmicos e nas casas legislativas e não em praça pública, já que os seus participantes podem estar, em tese, cometendo o crime de induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido da droga.” Estes foram alguns dos argumentos do deputado na representação.

Para Renato Cinco, organizador da marcha no Rio, a medida “não condiz com o espírito democrático”. “Se pode ter marcha pela legalização do aborto, pela pena de morte, por que não pode para discutir a lei das drogas neste país?” Renato, porém, fez um alerta para quem pretendia ir ao evento. “Quero orientar essas pessoas para que não compareçam ao local, a fim de não caracterizar uma desobediência à decisão judicial.”

G1: Manifestantes em passeata pela legalização da maconha em Lisboa, Portugal (Foto: Nacho Doce/Reuters)

2 Respostas

  1. Sem ter qualquer sentido de apologia, pois não vejo que o uso atual seja válido.

    Esta planta acompanha a humanidade desde que descemos das árvores e até diziam que é “o boi que não muge”, pois suas propriedades e derivados tiveram aplicações variadas no processo histórico.

    Por exemplo, as velas das caravelas de Colombo eram feitas de cânhamo, uma variedade da planta. Assim como o papel usado para escrever a Constituição Norte-Americana também é de cânhamo. Henry Ford criou um carro cujo chassis era elaborado a partir desta planta e seu combustível também era uma variação do mesmo vegetal. Thomas Jefferson plantava para comercializar cordames, panos e outros produtos daí produzidos.

    Na verdade, o que se está querendo é legalizar para que não se precise mais ir na boca comprar. Pode ser que isto seja um paliativo para diminuir um tantinho a violência urbana, pois se cortaria uma linha de abastecimento econômico de quem vive da venda da parte entorpecente desta planta. Antes da criminalização era um dos vegetais de maior volume de plantio e colheita.

    Há uma boa literatura sobre a história e usos econômicos legais deste produto.

  2. Oi Jorge Alberto,
    já pensei bastante sobre esse tema, mas quando penso que formei uma opinião vem mais um ponto que me deixa balançada. O que me leva a crer que seria bom descriminalizar a maconha é justamente pôr fim ao tráfico, mas não vejo isso como o fim do problema. A pessoa não vai mais precisar ir na boca comprar maconha, mas tenho medo que aumente a busca por outras drogas que não serão legalizadas jamais, como o craque, heroína.

    Vejo que a erva tem uso medicinal, e pra isso deve ser liberada. Mas ao liberar totalmente o uso da maconha, e o uso abusivo da mesma, gera problemas de saúde sérios. Claro que o cigarro, o álcool também têm efeitos seríssimos… então começa a confusão tudo de novo! rsrsrs

    Qual é a leitura que você recomenda? Vamos trocando idéias, quem sabe eu finalmente forme uma opinião…
    bjs

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