Este poema está fixado na Ponta de Seixas, onde está o Farol do Cabo Branco, no extremo Oriental das Américas. Ah, tudo isso em João Pessoa, PB, cidade que estive nesse final de semana. Lindo, emocionante, inesquecível!

O Cabo Branco
(Soneto de Paulo Miranda)
Soprado pelos ventos de outros mundos,
E gerado na existência de outras eras,
O Cabo Branco na passagem dos segundos
Vai assistindo o passar das primaveras.
Desafiando a própria natureza,
Sua ponta ligando o continente;
Sublime, senhor desta grandeza
Banhado pela luz do sol nascente.
E a sutileza das ondas lhe beijando,
Vai uma, vem outra, se evolando,
Se esvaindo no espaço cor de anil.
E do verde da flora ele se veste,
Recebe o soprar do vento agreste,
Este acidente geográfico do Brasil!
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